quinta-feira, 25 de agosto de 2016

- Profecia -
Quando as eras abateram-se sobre o mundo e a capacidade de maravilhar-se deixou as mentes dos homens; quando as cidades cinzentas ergueram para os céus esfumaçados torres altas, cruéis e feias, em cujas sombras ninguém é capaz de sonhar com  o sol ou os prados floridos da primavera; quando o conhecimento despiu a Terra do seu manto de beleza, e os poetas deixaram de cantar a não ser sobre fantasmas distorcidos vistos com olhos turvados e deprimidos; quando essas coisas já eram passado, e as esperanças pueris tinham partido para sempre, havia um homem que viajou para fora da sua vida numa busca dos espaços para onde fugiram os sonhos do mundo.

Azathoth

segunda-feira, 21 de março de 2016


1984

Terminei a leitura de mais um livro surpreendente de tão atual e ao mesmo tempo assustador, que descortina um futuro acredito eu não muito distante do mundo em que vivemos (tortura, assassinatos, encarceramentos, lavagem cerebral, privação de sono, espionagem, tudo debaixo do mais absoluto cinismo e indiferença para com os semelhantes).Um plano maquiavélico para estupidificar toda uma sociedade através de um novo idioma imposto pelo estado totalitário se mostra em curso nesta história enquanto bombas caem sobre toda  uma população indefesa de pessoas comuns.
O personagem principal nada tem de herói, muito pelo contrário - covarde e egoísta com alguma inclinação para todos os tipos de crime.
Um mundo de horrores e de total desalento vai se revelando a cada página até a trágica conclusão desta horrenda história.